
desfragmenta a pele em luz e recortes. mostra esse calor na face do mármore polido. Rodas-te o pé, em cima do salto, requebrando o tornozelo.
Um esforço dorido e endireitas-te perante o espelho, recolhes o cabelo em um nó, e reparas como se te nota o cansaço. Retocas a maquilhagem, molhas os pulsos e suspiras deixando-te ir na água que vai pelo ralo.
lá fora tomam forma vozes, tilintar vítreo no talher: "um amontoado de nada". Tens saudades de casa, da tua casa, de ti.
"bom..adiante" afinal foste ali por essa curiosidade esquizofrénica que te assoma.
os brilhos cegam-te a moléstia e voltas à pista de aterragem daquele bar. começas a fundir-te com o som do calor.
"Vamos divertir-nos" disseste tu a ti mesma. e nesse dia em que te libertaste dos teus medos, em que mergulhas-te sobre o abismo do desconhecido com um sorriso interno, nasceste de novo.
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