Entre a Praia do Crime e a Praia da Liberdade sentamonos revestidos e armados de normalidade.
Convencidos que todas a estranheza era anterior a estas vidas.
Ainda assim persistia aquele olhar, mas agora temia a nossa própria e individual foice de reprovação.
Estavamos noutro patamar das vidas. no mesmo patamar de abismo.
o corpo castigou-nos na sua mais feroz expressão, a desfazer-se, a corroer-nos, a impor-nos dor como ordem.
Nao é que te queira, entende.
mas o mais óbvio é que não me quero a mim.
nunca sossego. disciplino-me constantemente.
Fiz um caminho de vida. Melhor, levo a vida num caminho que desenhei cautelosa e prudentemente.
Sou quase feliz na vida que escolhi.
Mas como um queijo suiço, um belo Edam sem salobro, tenho buracos. e esses onde habitas.
uma duvida. uma fantasia. um ódio. ainda assim vital. nao ha queijo sem buracos, e se desapareces, o queijo não mantém a forma...
é a disciplina de te ter contido nos buracos que não visito, que mantem o resto.
so te queria ouvir respirar.
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Há 7 anos